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As lentes do fotógrafo iguaçuense Marcos Labanca, 32 anos, são reguladas pela poesia. Suas imagens retratam aspectos do cotidiano através de paisagens naturais, urbanas e pelos personagens da fronteira, que revelam um cenário marcado pelo contraste entre as belezas ecológicas e os problemas sociais.
Ao fotografar, Labanca demonstra sensibilidade quando capta flagrantes da miséria causada pela selvageria do capitalismo ou ainda quando imortaliza fatos como quadros de arte em formas coloridas ou preto e branco, à moda antiga. As fotos traduzem de maneira poética os dilemas sociais da fronteira, a exuberância da natureza fisgada com olhares atentos aos diversos ângulos das Cataratas do Iguaçu e a biodiversidade do sistema do Parque Nacional do Iguaçu.
Uma criança seminua, de costas para a rua, vira uma peça narrativa da ingenuidade e da pureza exalada pela figura humana. Pequenas canoas e embarcações às margens dos rios Iguaçu e Paraná, prontas para zarpar à procura de peixes mostram a relação dependente do homem e da natureza, assim como a fusão do urbano, sólido e insólito ao meio ambiente, em um mesmo cenário de convivência.
Os olhos do fotógrafo amador e autodidata, título impróprio para a qualidade do material produzido por Marcos Labanca, colheram vários pores do sol, a lua em seus dias de lua, a sombra dos turistas abaixo das passarelas das Cataratas, sob o rio seco pela última estiagem na região, o topo iluminado da Igreja São João Batista ou a Mesquita Árabe, reduto Islã.
São cortes, projeções e ângulos de Foz do Iguaçu e de paisagens da fronteira, vistos de uma maneira diferente, sensível e aguçada da região. A exposição pode ser conferida na seção Baú do Povo, que promove a interatividade e participação dos internautas ou no site do foto-amador:
(http://www.fotocommunity.es/pc/pc/mypics/903443).
(MEGAFONE – Pedro Lichtnow)
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