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Seg, 23 de Março de 2009 00:00 |
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Mas na verdade as duas têm o mesmo erro. E é muito simples: não se pode desculpar nem a falha nem o transtorno.
* Douglas Furiatti
O apresentador do telejornal lê a chamada da matéria que será exibida, e de repente o videoteipe não entra ou tem algum problema que o impede de ser assistido. O setor técnico da emissora volta a imagem ao estúdio, e o jornalista diz: “Desculpe a nossa falha”. Talvez o leitor já tenha presenciado isso. Ou então, ao transitar em alguma via pública interrompida por obras, tenha lido numa placa a seguinte frase: “Desculpe o transtorno”.
Os menos atentos ou não tão íntimos das peculiaridades da língua portuguesa podem não constatar nenhum equívoco em ambas as frases. Mas na verdade as duas têm o mesmo erro. E é muito simples: não se pode desculpar nem a falha nem o transtorno, e sim quem falhou ou provocou o transtorno.
Logo, as formas corretas de se desculpar seriam: “Desculpem-nos pela falha” (em nome da equipe que coloca o telejornal no ar) e “Desculpem-nos pelo transtorno (referência a todos que trabalham na via em obras).
Portanto, caro leitor, agora fique atento ao se deparar com placas indicativas de obras ou ao que vai dizer o âncora (apresentador) de um telenoticiário diante de algum erro que venha a ocorrer.
É isso. No próximo texto, a diferença entre “ao invés de” e “em vez de”, expressões cuja utilização causa dúvida em muitas pessoas. Até breve.
* Douglas Furiatti é jornalista e colaborador do MEGAFONE.
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