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Sex, 11 de Junho de 2010 00:00 |
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* Patrícia Iunovich
Foz do Iguaçu, que sempre viveu à sombra de estigmas e ciclos malsucedidos, entra num novo tempo: o da esperança. A instalação da futura Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) traz perspectivas de uma grande virada.
De corredor de compras no Paraguai e entrada de armas e drogas, Foz se transformará num polo de desenvolvi-mento educacional e cultural. O mercado imobiliário já antecipa esse apogeu.
O metro quadrado em Foz já está atingindo preços de grandes centros. A Vila C, erguida para abrigar moradores da época da construção e um dos bairros mais pobres da cidade, está pronta para a mudança.
Estima-se que o bairro será um dos mais beneficiados pela universidade. Bilíngue, o projeto da Unila contará com professores de toda a América Latina e dez mil alunos até a finalização da obra. Inicialmente, a universidade funcionará no Parque Tecnológico Itaipu.
O resultado desse legado terá como saldo o mais rico e consolidado ciclo desde a colonização de Foz do Iguaçu. Aqui, os contrapontos farão o caminho da convergência. Ideias diferentes ocuparão o mesmo espaço. E tomara que essa energia contagie todos.
Quem sabe, a partir da Unila, a autoestima do iguaçuense passe a ter um novo valor. Uma nova iden-tidade. Motivo de orgulho não só para quem vive aqui, mas também para quem visita a cidade e aprende erroneamente que a única vocação de Foz é ser ponte de escoamento dos sacoleiros em direção ao Paraguai. Foz pode muito mais. É só apostar na cidade. É com essa prosperidade que sonhamos para as futuras gerações. E, por que não, também para nós...
* Patrícia Iunovich é jornalista e dirigente do Sindicato dos Jornalistas, em Foz.
Texto publicado originalmente no Prensa, edição 16.
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