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Qua, 27 de Junho de 2007 00:53 |
O colaborador Wélvis Leal da Costa infiltrou-se mais uma vez ao universo underground da fronteira para gravar uma breve entrevista com uma das principais bandas do atual cenário alternativo. A conversa com o Ariman, grupo paraguaio de Heavy Metal, aconteceu neste mês durante o show Metal Attac VI, em Foz do Iguaçu. Confira abaixo os principais trechos da entrevista seca e cética concedida pelos músicos paraguaios. Megafone - Como surgiu a banda Ariman? Ariman - Em 2003, formamos a banda Ariman, com muita luta e várias formações até chegar a uma formação bem estável. Aí fomos atrás de um nome bem apropriado para a banda. Foi daí Ariman, que se formalizou em dezembro de 2003. Megafone - E como nasceu o nome Ariman? Ariman - Ariman é a antítese de Ormus, o Deus do bem dos persas. Ariman seria o Deus do mal, o oposto de Ormus. Ariman destruía o que Ormus fazia de bom. Megafone - O que vocês tentam passar em suas letras para o público? Ariman - Normalmente contamos histórias. A letra do Ariman fala sobre uma adaptação da oração a São Gabriel adaptada à história de Ariman, que seria uma luta no céu no qual Ariman desceria a terra para governar. Daí tem outras versões que falam sobre assistencialismo, sobre a vida após a morte, e também falamos sobre o imperialismo dos americanos. Temos várias ramificações, mas normalmente são histórias mais ou menos de terror, onde alguém vende a alma para tentar seguir vivendo, tipo vendendo a King Diamont e também tem orações ao metal que também tocamos nas letras. Megafone - É a primeira vez que vocês tocam em Foz? Ariman - Essa já é a quarta ou quinta vezes que tocamos aqui em Foz. Nossa, é muito bom tocar aqui. A produção é sempre boa e tem sempre muitas pessoas envolvidas. Nós já tocamos no Aresfi, no Taberna, que era no calçadão (Rio Branco) e outros locais. Megafone - Vocês acham que tem diferença entre o underground de vocês lá no Paraguai com o daqui de Foz? Ariman - Para nós, sim. Lá no Paraguai é mais quente, digamos. Aqui o pessoal fica tentando ver, primeiro ouvir bem, para depois falar alguma coisa. Lá já estão acostumados com o nosso som. Daí, sempre vem com muita adrenalina o nosso show. Aqui é mais frio. O pessoal fica olhando primeiro, depois se adaptam. Megafone - Então vocês querem passar algum recado ao pessoal daqui de Foz? Ariman - Sim. Pedimos a todo muito que sempre apóie os shows underground de Heavy Metal, que sempre estejam lá na frente, por mais que não saibam as letras, mais precisam comparecer, porque isso dá mais energia pra gente continuar ensaiando e melhorar cada vez mais. É isso ai. (Colaborador – Wélvis Leal Costa)
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