De pequena cidade perdida no interior do Paraná, Foz do Iguaçu está adquirindo agora ares de uma grande metrópole, extrapolando fronteiras para ser uma verdadeira cidade globalizada.
Se antes a vida era pacata, tranqüila, hoje ela passa a ser movida por intensa agitação, grande velocidade, muitos deslocamentos diários de várias pessoas.
Em alguma parte cortada por uma rodovia federal, a cidade vive essa situação, bastante estranha, de se dividir em dois grandes segmentos.
Claro que a passagem de uma parte para a outra implica alguns inconvenientes que, à media que a cidade foi crescendo, tornaram-se, cada vez mais complicados.
Na década de 80, lecionando no Colégio Anglo Americano eu fazia esse trajeto de cortar essa rodovia federal em um trevo, sem maiores problemas ou congestionamentos.
Lecionando agora na UNIOESTE é de todo impossível, além de grande risco, tentar fazer o mesmo trajeto. Dado esse problema soluções devem ser encontradas.
O grande problema é que a empresa privada que administra essa rodovia, simplesmente não aceita qualquer tipo de sugestão para atender a essa necessidade. Nada de viadutos, trincheiras, mesmo semáforos, enfim alega que ela é responsável pela rodovia e isso não estava previsto no contrato.
Mas tenhamos, ao menos um pouco, de bom senso. O risco que, diariamente, as pessoas estão correndo, mais do que justifica que soluções sejam encontradas.
Talvez a mais simples e melhor delas seria a construção de trincheiras já que pensar em viadutos eleva sobremaneira os seus custos. Mas isso, repito, tem que ser feito, imediatamente, não podendo mais ser prorrogado, discutido, analisado ou o que quer que seja.
Todos nós cidadãos da cidade temos direito à segurança também no transito diário que fazemos para os nossos locais de trabalho, moradias etc. Isso tem que estar colocado em primeiro lugar e não tanto a questão de um contrato de exploração de uma rodovia federal, pois que a vida humana é, infinitamente, mais importante do que qualquer outra situação.
O diálogo entre as partes, Prefeitura Municipal, Itaipu e a empresa concessionária vai chegar a um denominador comum, resolvendo o problema.
*José Afonso de Oliveira é sociólogo, professor universitário em Foz do Iguaçu e colaborador do MEGAFONE. Críticas, sugestões, dúvidas ou mais informações podem ser endereçadas ao e-mail pessoal do autor:
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