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Seg, 25 de Dezembro de 2000 22:55 |
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Fábio Ferrari
A autoconfiança é o estado de equilíbrio pessoal alcançado através do acúmulo de experiências bem sucedidas numa área específica ou empreendimento, através do uso da vontade determinada, mesmo diante das adversidades. Por exemplo: a pessoa que se desenvolve em determinada profissão e torna-se especialista ou referência num campo profissional, artístico, científico ou filosófico.
São condições opostas a manifestação da autoconfiança: o estado de fragilização; da insegurança pessoal; do medo e da vitimização. Quem se sente vítima das situações não assume a responsabilidade pelos próprios atos, pois teme não ter capacidade para cumpri-las plenamente.
Todos esses fatores são decorrentes da inexperiência. O medo é o sentimento paralisador básico e mantenedor da inexperiência ou imaturidade mesmo na idade adulta do ser humano. Ele sempre está relacionado a alguma condição de mudança. Sobre este aspecto, podemos classificar dois tipos de personalidades:
Forte. As personalidades mais autossuficientes, destemidas, de caráter forte, com hábitos saudáveis e abertas às mudanças e às renovações necessárias. Frágil. As personalidades mais carentes, frágeis, débeis e temerosas, apegadas aos hábitos envilecidos e fechadas à renovação. Agir com serenidade, evitando as alterações do emocionalismo, ao descobrir falhas no dia-a-dia, tanto pessoais quanto dos outros. O sentimento de culpa da pessoa frágil é irracional, a condição mais inteligente é a compreensão das experiências através do estudo, da racionalidade e da autocrítica. Autocrítica não é automartírio ou autocastração. Do respeito próprio nasce a autoconfiança, a motivação e a vontade forte. Sem autoestima e autoconfiança não se chega a lugar nenhum. Até para abrir os olhos é preciso usar a vontade.
A falta de autoconfiança gera distorções nas percepções e na avaliação dos fatos e situações. A pessoa, neste caso, torna-se constantemente “armada” ou “pronta para o ataque”. Por exemplo: a pessoa que não consegue ouvir críticas e fica na linha de defesa.
Uma técnica que pode auxiliar na ampliação da autoconfiança é elaborar uma lista com as atividades que gostaria de realizar a fim de aumentar a condição de motivação diária.
No estudo da autoconfiança é muito importante considerar o desenvolvimento intelectual; a educação continuada; a reeducação; a comunicabilidade; a cultura pessoal; o contexto profissional; o grupo familiar; as influências sociais, dentre outros.
Quem pretende tornar uma personalidade mais forte deve começar a compreender mais as próprias habilidades pessoais. Toda grande realização começa na valorização dos pequenos detalhes.
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