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Fernanda Regina - Megafone
Analfabetismo, taxa de pobreza, mortalidade infantil, saúde e outras questões sociais foram avaliadas e divulgadas no relatório anual do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada de 2012. Em alguns aspectos como violência urbana o Paraná surpreende negativamente em relação Sul e ao restante do País.
O período de análise da pesquisa é de 2001 a 2009, portanto, alguns dados já podem estar alterados. Uma triste realidade constatada pela pesquisa é alta taxa de homicídio masculina entre jovens de 15 a 29 anos. Embora os dados sejam de 2007, o levantamento revela que no Paraná a taxa de homicídios para cada cem mil habitantes é de 116,30, enquanto no Brasil este numero é 94,30 e na região Sul do País de 81,70. No caso do Brasil, a taxa caiu de 101,4 em 2001 para 94,3 em 2007. O IPEA aponta que no Paraná, esse tipo de violência está em ascensão. O estado apresentou um aumento de 62,2% nesse indicador, contra o crescimento de 41,8% ocorrido na região como um todo. Foz do Iguaçu é uma das cidades com os mais altos índices de violência juvenil do País.
O Paraná possui cerca de 10,7 milhões de habitantes, 2,31% vivem em situação de extrema pobreza, este dado demonstra melhora com relação aos anos anteriores. A taxa de analfabetismo é maior que a do Sul, enquanto no Paraná temos 6,67% no nos estados do Sul são 5,46% já no Brasil este dado sobe para 9,70% da população. No Estado, o acesso a internet acontece em 34,62% dos domicílios, em nível nacional a margem cai para 28,14%.
Aproximadamente 14,8% da população paranaense vive nas zonas rurais de seus municípios. Esse percentual é menor que o da região Sul (16,8%), e é também inferior à média nacional (15,6%). A pesquisa aponta ainda que a população idosa do Paraná vive em situação mais precária que a média do Sul, conforme os indicadores de previdência social. A tomar pela esperança de vida aos 60 anos trata-se de uma estimativa de quantos anos mais, uma pessoa de 60 anos de idade ainda vai viver.
Em 2001, tinha a expectativa de um paranaense viver mais 20,4 anos, quando completasse 60 anos de idade. Essa expectativa passou a ser de 21,3 anos, em 2008. Para um brasileiro médio, essa projeção era de 20,5 anos em 2001 e de 21,3 anos em 2008 e, para um cidadão do Sul, de 20,7 e 21,5 anos.
Outros dados sócio-econômicos podem ser encontrados no site do Ipea http://www.ipea.gov.br/portal/
Megafone - Fernanda Regina @fernanda_rcunha
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