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O movimento em prol das mais de 1.600 famílias retiradas pela justiça de uma área na cidade de São José dos Campos, São Paulo, chegou a Toledo. Cerca de 20 entidades da região Oeste estão mobilizadas na causa e realizaram na manhã deste sábado (4) um ato público na Praça Willy Barth.
O objetivo foi disseminar a mais pessoas o fato registrado no dia 22 de janeiro deste ano, quando seis mil pessoas foram expulsas da região do Pinheirinho. Além disso, mostrou que a problemática da moradia se estende, em proporções semelhantes ou diferentes, em todo o país. “Este fato demonstra as contradições que envolvem os interesses dos governos e as necessidades da população”, reforçou o presidente do Centro Acadêmico de Ciências Sociais, Lorenzo Balen.
O grupo formado por estudantes secundaristas, universitários, professores, artistas e representantes de sindicatos, fez uma caminhada pela região da Praça, distribuiu um informativo e conversou com os interessados. Segundo o informativo, em Toledo quase 20% dos imóveis estão vazios. “Dos 42.543 domicílios recenseados [pelo IBGE, Censo 2010], 6.880 estão vagos” apresenta o informativo assinado pelas entidades. O texto fala ainda do mercado imobiliário local e a supervalorização dos imóveis.
Outro ponto destacado foi a luta dos movimentos sociais no país. O direito de manifestar e de brigar pelos direitos também esteve no foco da manifestação. “Somente através da união dos oprimidos é que poderemos enfrentar e derrotar os opressores”, reforça o documento.
A proposta é de que o movimento continue, com outros encontros para discussões e fortalecimento das lutas populares na região Oeste.
Publicado originalmente no site do Jornal do Oeste.
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