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Rusgas entre o prefeito Paulo Mac Donald Ghisi e o governador do Paraná, Roberto Requião, talvez sejam a razão central para o baixo orçamento previsto em 2009 para as secretarias de Turismo, Indústria e Comércio e de Anti-drogas. Confira opinião do jornalista Pedro Lichtnow. Foto da capa: AEN (Agência Estadual de Notícias).
Pedro Lichtnow
Rusgas entre o prefeito Paulo Mac Donald Ghisi e o governador do Paraná, Roberto Requião, talvez sejam a razão central para o baixo orçamento previsto em 2009 para as secretarias de Turismo, Indústria e Comércio e de Anti-drogas.
Essas fricções, de um lado e de outro, distanciam em muito as relações do município com o governo do estado. Com isso, recursos com destino antes certo para Foz acabam transferidos intencionalmente aos cofres de outras cidades. Tudo porque nosso mandatário não consegue superar intrigas e picuinhas com Requião.
Como conseqüência, setores da sociedade iguaçuense acabam sofrendo, como é o caso das áreas de turismo, geração de empregos e de políticas educacionais contra as drogas.
Ou seja, em áreas consideradas fortes pelo estado no emprego de recursos aos municípios a exemplo da Educação, Saúde e Segurança, Foz do Iguaçu passa quase despercebida. Para suplantar a ausência desses recursos mais volumosos, o município precisa tirar de um lado.
E qual lado? No nosso caso, o turismo, a mola propulsora da economia iguaçuense; o setor de indústria e comércio, responsável pela geração de empregos e renda; e as políticas antidrogas, cujos entorpecentes são um verdadeiro câncer em nossa sociedade, e o pior mal que aflige a juventude.
Para quantificar, a Secretaria de Turismo vai receber apenas 1% do orçamento geral do município programado para 2009. Isso significa em torno de R$ 3,5 milhões, incluindo gastos com pagamento de funcionários e despesas de escritório. Valor pífio e insensato para o setor considerado talvez o mais importante da economia do município.
Outro grave problema em Foz é a questão da geração de empregos. Hoje, poucos empregos com carteira de trabalho são gerados. Geramos, segundo última pesquisa do Ministério do Trabalho, quatro vezes menos postos de trabalho em 2007 ante Cascavel, município com população equivalente. Como resposta a grave crise, o orçamento prevê pouco mais de R$ 1 milhão, sem contar as despesas com funcionários da secretaria, por exemplo, para investimentos na área.
Já a Secretaria Anti-drogas deve receber R$ 366 mil. Não vale a pena nem comentar tamanho o caos vivido em Foz do Iguaçu devido à ligação das drogas e a juventude. Muito provável, uma ‘boca de fumo’ de tamanho mediano, deva faturar mais do que isso num ano.
Toda essa desproporcionalidade de recursos certamente acontece também pelas freqüentes brigas dos nossos mandatários Ghisi e Requião. Para o bem de Foz e da sociedade, é bom que os egos sejam esvaziados, e que o pensamento seja no coletivo e no contexto, a nossa bela cidade.
Pedro Lichtnow é jornalista e editor do Megafone.
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