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Pedro Lichtnow
Lenda ou não parece existir uma espécie de articulação implícita na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para derrubar alguns direitos trabalhistas adquiridos depois de décadas e séculos de luta da massa operária.
Em mensagem subentendida que trata da flexibilização das leis trabalhistas através da alteração do art. 618, da CLT, nossas autoridades teriam autonomia integral para controlar as políticas e a legislação que afere aos direitos dos trabalhadores.
Seriam extintos, conforme notícias de bastidores, nada mais, nada menos, que o 13º salário, férias (pagas em 10 parcelas) e, inclusive, a licença maternidade, direitos consagrados perante a população brasileira. Mais uma vez quem paga a conta é o povo que parece marionete na mão de políticos e pulhas sedentos pela estagnação da ignorância e a manutenção do status quo.
Imagine tal proposta em vigor. É claro que o aspecto financeiro pesaria ao bolso do brasileiro ao fim do ano, assim como a economia de uma forma geral. Porém, o sentido moral e psicológico provavelmente seria muito mais impactante para a nação.
Corre na internet que o projeto teria sido arquivado pelo presidente Lula, em seu primeiro mandato. Porém, existem vertentes políticas dentro da Casa de Leis a tentar ressuscitá-lo recentemente. Do mesmo modo quando o projeto foi levado à discussão, em 2001, durante o mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o interesse em alterar as leis trabalhistas parte de deputados vinculados hoje à oposição do governo, signatários do PFL, PMDB, PPB, PPS e PSDB.
Talvez possa ser uma medida para desestabilizar a confiança ao atual governo ao cortar na própria carne, mas na carne do povo tupiniquim os benefícios adquiridos com o tempo. O debate passa despercebido pela população escandalizada intencionalmente com CPIs e julgamentos com culpa pré-determinada pelas frentes oposicionistas, mesmo antes da constatação de provas cabais.
Veja a lista dos deputados que teriam votado a favor da extinção do 13º salário há alguns anos e que hoje continuam a pender pareceres favoráveis ao processo. Clique aqui e confira ainda o Projeto de Lei, que flexibiliza as leis trabalhistas e posiciona os trabalhadores aos pés do patronato.
Vale ressaltar que dos deputados que aparecem como votantes nesse projeto, RICARDO FIÚZA (PPB) já faleceu e o SEVERINO CAVALCANTE (PPB) renunciou para não perder o mandato e não foi reeleito para a atual legislatura.
1- INOCÊNCIO OLIVEIRA-PFL 2- JOEL DE HOLLANDA - PFL 3 - JOSÉ MENDONÇA BEZERRA-PFL 4- OSVALDO COELHO - PFL 5- ARMANDO MONTEIRO-PMDB 6- SALATIEL CARVALHO-PMDB 7- PEDRO CORRÊA - PPB 8- RICARDO FIÚZA-PPB 9 - SEVERINO CAVALCANTE -PPB 10- CLEMENTINO COELHO - PPS 11- CARLOS BATATA-PSDB 12- JOÃO COLAÇO - PSDB 13- JOSÉ MÙCIO MONTEIRO-PSDB DIVULGUEM!!!
Pedro Lichtnow é jornalista e editor do MEGAFONE. A coluna Hora Extra é publicada todas as terças-feiras.
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