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Trabalhadores terão mais tempo para a família, educação e para a qualificação profissional.
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) defende, na Câmara dos Deputados, projeto que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A contrapartida, segundo Artur Santos, presidente da CUT, será benéfica aos trabalhadores e à sociedade. Ele citou algumas vantagens da possível mudança: “os trabalhadores terão mais tempo para a família, para a educação e para a sua qualificação profissional”, argumenta.
Empresários e burocratas alegam, no entanto, que a medida, caso seja aprovada, inviabilizaria a estrutura econômica do país. O argumento é o mesmo usado na Constituição de 1988 que reduziu de 48 para 44 horas semanais, e nos anos 1930, quando os trabalhadores conquistaram o direito às férias e à jornada de oito horas.
O tempo passou e o país não parou. Ao contrário, expandiu-se político, economicamente e em critérios de direitos trabalhistas e humanos. A redução da carga horária semanal beneficiará principalmente trabalhadores dos grandes centros urbanos.
Esses cidadãos (ãs) sofrem com a turbulência da vida moderna, pela baixa qualidade de vida e o estresse causado, por exemplo, pela falta de tempo, muitas vezes perdido em um trânsito cumulativo, desgaste no trabalho extenso e intenso, com baixa remuneração, entre outros aspectos.
(Megafone – Pedro Lichtnow)
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