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Guerra ao terror e ao tráfico de drogas
Qui, 02 de Dezembro de 2010 18:21

* Pedro Lichtnow

A guerra ao tráfico de drogas precisa passar obrigatoriamente pela fonte do problema no Brasil. A origem de tudo não está nos morros cariocas, mas nas fronteiras brasileiras, por onde quantidades exorbitantes de diferentes substâncias proibidas transitam com pouca ou nenhuma fiscalização, provenientes de outros países produtores, responsáveis pelo abastecimento.

Num país de dimensões continentais, caso não haja uma firme e permanente mobilização das forças de segurança – Exército, Aeronáutica, Marinha, Polícias Civil, Militar e Federal – a exemplo do Rio de Janeiro, mas, evidentemente, em proporções muito maiores, não haverá solução.

Neste momento, o risco é que o tráfico, pelo menos no que se diz respeito ao Rio, desça o morro e penetre em territórios plainos, em camadas teoricamente mais elevadas. Em vez do “playboy” subir o morro para comprar a droga, poderá, quem sabe, bater numa casa vizinha qualquer, em uma “boca” qualquer, camuflada em meio à vizinhança (...) não que apenas os filhos da classe média e nobre consumam, mas apenas para mostrar o contrafluxo geográfico proeminente a acontecer.

A grande questão é que limpa-se um território dominado por verdadeiras guerrilhas urbanas e pelo chamado poder paralelo, porém não se protege o território nacional da invasão constante e permanente das drogas , sem a preocupação de bloquear os canais de passagens, as pontes entre os fornecedores e os consumidores, nossas fronteiras. Parece uma questão apenas de mudança geográfica provisória.

Portanto, a implosão dos pontos de droga e dos territórios consagrados pelos ‘traficas’ no Rio de Janeiro é uma grande vitória para a sociedade e para o povo do morro, mas não se consuma o fim do problema, nem um pouco. É preciso fortalecer as forças de fronteira, os defasados efetivos policiais, fornecer equipamentos de primeira linha e, sobretudo traçar um plano estratégico e nacional para coibir o ingresso de drogas no País. Se isso não for feito, o comércio ilegal renascerá, mesmo no RJ, mudando apenas de endereço e fachada, e novos e talvez, mais audaciosos traficantes emergirão, com ações ainda mais sofisticadas. Esse é um grande e eminente risco.

Foz do Iguaçu, infelizmente, é um desses redutos de passagem de drogas. A hora é certa para o aperto na fiscalização tanto territorial quanto fluvial ou aérea. Chegou o momento de frearmos o avanço da drogadição, inibindo o trânsito pelas fronteiras brasileiras. Espero que todo esse ‘carnaval’ de notícias positivas, divulgadas sobre a operação contra o tráfico no Rio de Janeiro, inspire ações do gênero em todas as fronteiras brasileiras, e que a ordem e paz social, estendam-se por toda a nação.

* Pedro Lichtnow é jornalista editor do site Megafone.

Sugestões, críticas e opiniões podem ser endereçadas ao e-mail do autor: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Guerra ao terror e ao tráfico de drogas
 

comentários  

 
0 #1 04-12-2010 19:11
Pedro, os governos são culpados. Apesar de todo o esforço dos "FUNCIONÁRIOS/AGENTES" da Receita e da Polícia Federal brasileira, as instituições enquanto ÓRGÃOS FEDERAIS, não enfrentam os governos como deveriam. É a mesma história de sempre. Quem comanda a entidade, vira "AUTORIDADE" através de nomeação em cargo público e assim, só lhe resta obedecer a pesada e burocrática forma do governo agir. Exemplo: O Rio de Janeiro. Infelizmente apesar da mídia transformar a ação em espetáculo, será que os governos nunca pensaram que assim deveriam agir para combater o crime organizado? É igual a nossa fronteira. O Brasil cede um monte de regalias ao governo paraguaio e não exige nada em troca. Exemplo: Proibir casa de armas se estabelecerem em Ciudad Del Este; Solicitar que a Marinha paraguaia evite recrutar soldados que vivem nas barrancas do Rios. Pois naturalmente, isto possibilita a fusão do crime do contrabando com as armas das Forças Armadas. Há anos o crime domina as barrancas de lá.
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