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O mundo tem, hoje, cerca de 200 milhões de desempregados. Desde a crise financeira internacional de 2008, mais de 20 milhões de empregos foram perdidos, conforme estudo publicado hoje (26) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Brasil, no entanto, não sentiu essa tensão econômica quanto à geração de emprego. Pelo contrário, o país ampliou o mercado de trabalho ao lado de um seleto grupo (Alemanha e Indonésia).
Em outros países, como Argentina, Austrália e Rússia, a abertura de vagas é muito pequena ou inexistente. E um terceiro grupo, que engloba África do Sul, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos, além dos países da União Europeia, convivem com altos índices de desemprego. O Brasil parece usar uma fórmula parecida às nações do pós 2ª Guerra Mundial, para estimular a geração de emprego e o consequente aquecimento da economia. Há, no Brasil, a adoção de política financeira similar à aplicada pela própria Alemanha e pelo Japão, na década de 1950, quando os governos das duas nações interviram fortemente ao estimular a construção civil e a indústria de base. O apoio nesses dois setores restabeleceu a economia e promoveu a geração de emprego e renda. O governo brasileiro segue cartilha análoga ao impulsionar a economia por meio da construção civil e de centenas de obras, custeadas, principalmente, pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em todo o território nacional. Obras à parte, a ingerência estatal, nesse caso, posiciona o Brasil num hall privilegiado, entre outras nações do mundo, no que se refere ao mercado de trabalho.
Pedro Lichtnow é jornalista e editor do site Megafone.
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