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A consciência, definida pelo professor brasileiro Waldo Vieira, como ego, alma, espírito, essência, eu, individualidade, personalidade, pessoas, self, ser ou sujeito, em pesquisas aferidas pela neociência Conscienciologia, integra-se a este eirado existencial rumo à evolução progressiva e quase sistêmica. Essa consciência universal, coletiva e, paradoxalmente, individual, porém conectada, apropria-se, supõem-se, de um princípio inteligente, que rege todas as ações físicas, extrafísicas, sensoriais ou extra-sensoriais, percebidas ou mesmo incompreendidas, por todo o cosmos. A consciência, esse sopro e fragmento vivido, atua e pactua em formas e corpos diferentes, situações, sociedades e paradigmas existênciais distintos. Ela não se restringe ao uso restrito e único de um corpo físico, mas a diferentes corpos, em diferentes matérias físicas ou extrafísicas, em dimensões densas ou bastantes sutis. A filosofia tenta explicar a consciência analisando apenas o paradigma do ser humano, ligando-a essencialmente, à mente humana. Assim, a filosofia considera qualificações como subjetividade, auto-consciência, sentiência, sapiência, e a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente. Em linhas gerais, a consciência é o ser pensante, conforme a filosofia, mas conectada a mente humana apenas. A consciência não se limita a mente humana, mas a tudo e ao todo. Tudo e em tudo, há fragmentos e filamentos da consciência, em estágios primitivos ou avançados de evolução. A psicologia define a consciência como uma qualidade psíquica, isto é, que pertence à esfera da psique humana, por isso diz-se também que ela é um atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano. Para o Espiritismo, consciência e espírito, são a mesma coisa. Há uma confusão nesse caso. A consciência não seria propriamente o espírito, o corpo astral ou psicossoma, como sugere Waldo Vieira. A consciência se manifesta também por meio desse veículo, mobilizada, provavelmente, pelo princípio de inteligência do universo e da vida. Segundo Vieira, a Conscienciologia parte do princípio de que a manifestação da consciência vai além do cérebro físico e que seria independente do corpo humano. Este fato poderia ser verificado, dentre outras maneiras, por meio da experiência fora-do-corpo, viagem astral ou projeções da consciência. Portanto, a Conscienciologia propõe o estudo da consciência através de uma abordagem integral, considerando o holossoma, a multidimensionalidade, as bioenergias e a possibilidade da consciência se projetar para fora do corpo humano de maneira autoconsciente. O holossoma é o conjunto dos quatro veículos de manifestação (corpos) usados pela consciência para se manifestar: o soma (corpo físico), o energossoma (corpo energético, duplo etérico, corpo bioplásmico), o psicossoma (corpo astral) e o mentalsoma (corpo mental). A consciência, neste preâmbulo, mostra uma natureza multidimensional, integrada, compartilhada e sub e infinitamente dividida por todo o cosmos e as matrizes da existência. Apenas por definição etimológica, a palavra consciência deriva de duas palavras: do verbo latino scire, que significa saber e da preposição cum, que significa com, logo, etimologicamente, consciência significa "saber com". Todavia, somos consciência, manifestada nesta dimensão densa ou em outras mais sutis, por meio de pensamento, sentimentos e energias. A consciência é coletiva, colaborativa, comunitária, mas também individual, segmentada e personalista. Ela utiliza um princípio inteligente para existir e diferentes veículos existenciais para se manifestar, em uma plataforma cósmica, multidimensional, física ou extrafísica. Nesse complexo emaranhado existencial, Ser consciência é estar consciente.
Texto publicado originalmente no blog: www.viagemconsciencial.blogspot.com
Pedro Lichtnow é editor do site de jornalismo participativo Megafone, espiritualista e estudioso da consciência.
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