O que a Unioeste precisa para aumentar o intercâmbio com a comunidade? A questão foi levantada pela seção “Valeu a pena?”, que visa mostrar pedaços marcantes das histórias de movimentos sociais de Foz do Iguaçu.
Para retratar o caso aos leitores, MEGAFONE resgatou a reportagem publicada pela Revista Contexto (Editoração), em março de 1987, em sua edição de estréia.
Em busca de respostas, foram ouvidas três pessoas ligadas ao campus da Unioeste em Foz: o diretor-geral, Leônidas Lopes de Camargo; a coordenadora do DCE, Fabiana Zelinski, e o professor Luiz Eduardo Pena.
A partir da transformação, de Facisa para Unioeste, em dezembro de 1995, os docentes, com regime integral, passaram a optar por uma dedicação exclusiva a Unioeste, e ao ensino em apenas 50% de seu regime de trabalho. O restante do seu tempo, dedicado aos projetos de pesquisa e extensão, estaria contribuindo para a qualidade do ensino oferecido atualmente pela instituição.
Para o diretor geral do Campus da Unioeste em Foz, Leônidas Camargo, a sociedade ganhou muito com a transição. Isso porque, projetos de extensão voltados para a comunidade, de intercâmbio e objetivos mútuos, são obrigatórios apenas em universidades.
Leônidas reconhece que ainda faltam ações direcionadas à comunidade. .E isso, segundo explicou, é reflexo da carência de um corpo docente de contratação efetiva e com tempo de dedicação integral.
Hoje isso tem sido compensado com contratações temporárias. “A luta agora é reverter o mais rapidamente possível esse quadro, para cumprirmos melhor com o nosso papel de universidade”.
Fabiana Zelinski, coordenadora do diretório acadêmico da Unioeste em Foz, acredita que valeu à pena a transformação da Facisa em Unioeste. Ela chama a atenção para a necessidade de voltar ainda mais à universidade aos projetos de extensão que visem um retorno à comunidade, “pois é ela que paga a universidade”.
“É necessário criar mais projetos de extensão, seguindo a proposta destes estudos que estão em andamento pela Unioeste, que têm interferência direta ou indireta na sociedade local”.
E essa interferência é possível, conforme o professor Luiz Eduardo Pena Catta, doutor da Unioeste em Foz. Para isso, basta que os professores, muitos dos quais com dedicação exclusiva, façam projetos visando à comunidade. E finaliza: “Não poderia ter havido maior salto qualitativo do que a antiga Facisa ter se transformado em campus da Unioeste”.
(MEGAFONE – Wemerson Augusto)






